Lionel Hampton Big Band
Músico
espontâneo, Lionel Hampton liderou típica banda de jazz com alta
qualidade, dando sempre a impressão de tocar por puro prazer e para se
divertir. Começou como baterista das black bands de Paul Howard e Les
Hite
no início dos anos 30. Exímio também ao piano e um ás
ao vibrafone. Por
sugestão do produtor musical John Hammond, Benny Goodman foi ouví-lo
em um clube noturno exibindo-se ao vibrafone e o contrata para tocar com ele,
transformando o trio de Goodman em quarteto, onde já estavam o pianista
Teddy Wilson e Gene Krupa na bateria em agosto de 1936. Em julho de 1940,
quando Goodman dissolve a orquestra, temporariamente, por problemas de
saúde, Hampton segue seus caminhos formando o próprio grupo musical.

Ao
iniciar as atividades da banda, assina com a etiqueta RCA-Victor,
gravando uma série de discos que foram vendidos com moderado sucesso.
Entre 1942 e 1946 a banda prospera, dando-se muito bem no ramo do
entretenimento, tocando sem parar em salões de baile, teatros e clubes
noturnos, com estilo bem definido e excitante sem deixar de lado um tipo de
música mais dançante.
No declínio da era das big bands (final
dos anos 40), Hampton conseguiu
manter-se bem, não precisando dissolver a corporação, a
exemplo de muitos
colegas, sendo um dos poucos aptos a continuarem na estrada por toda a
década de 50 e início dos anos 60, quando vai em "tournées"
vitoriosas pela
Europa, Japão e outros países do oriente. Alguns anos são
passados e,
premido pelas circunstâncias, diminui o tamanho do grupo, organizando
um
sexteto batizado como Inner Circle, viajando pela Europa vários anos.
De tempos
em tempos, reorganiza a big band convencional incluindo no itinerário
aparições na Disneylândia em Los Angeles, voltando também
a se reunir com
seus antigos companheiros dos anos 30, Benny Goodman, Tedy Wilson e Gene
Krupa, para concertos nostálgicos do lendário quarteto.
A conhecida composição feita em
parceria com Benny Goodman,
"Flying Home" (Voando Para Casa), lançada em 1942, converteu-se
no tema
musical da orquestra. A partir daí, Hampton deu o salto que faltava para
a
fama, a fórmula musical que conquistou audiência nacional aproveitando
o talento de ótimos arranjadores como o guitarrista Billy Mackel que
ajudou
a manter o nível da música tocada por Hampton e seu grupo. Durante
a
existência da orquestra, tocaram ao lado dele nomes de pêso do jazz
como os
trompetistas Cliford Brown e Cat Anderson, o lendário sax-tenor Dexter
Gordon
e o baixista Charles Mingus, entre muitos outros.
Em 1951, chega um jovem de 18 anos que se revelou
verdadeiro mago da
partitura chamado Quincy Jones, hoje famoso maestro; dando impulso
fantástico, fazendo entre muitos um arranjo antológico para o
tema de
George Gershwin "Oh! Lady Be Good".
Além dos explosivos temas de jazz, o repertório
contava com um acervo de
suaves baladas interpretadas pelas lady-crooners Dinah Washington e
Betty Carter,
Em 1977, o velho Hamp cria o selo discográfico
"Who's Who In Jazz", dando
oportunidade para músicos como Dexter Gordon, Gerry Mulligan, Chick Corea
e
Woody Herman gravarem o que bem entendessem.
Nos ano 80 a atividade de Hampton diminui um pouco,
até chegar a data de
seu cinquentenário dentro da música, sendo homenageado por seus
antigos
companheiros da era de ouro das big bands. No início dos ano 90 retira-se
definitivamente das atividades musicais após sofrer dois derrames.
Lionel Hampton, baterista, pianista, vibrafonista
e bandleader morreu em
31 de agosto de 2002 na cidade de Nova Iorque.
