O Cantor Tony Bennett

                                                             
   Nascido a 13 de agosto de 1926 em Astoria-Long Island em Nova Iorque e batizado
com o nome de Anthony Dominick Benedetto, o consagrado cantor romântico Tony
Bennett foi descoberto pela artista negra Pearl Bailey, quando se apresentava em
clubes noturnos no bairro de Greenwich Village em Manhattan no ano de 1949.
   Filho de pai italiano e mãe americana, estudou música e pintura na Escola
Industrial de Artes de Nova Iorque. Como pintor, outra faceta de seu talento, expõe
sua telas freqüentemente em galerias de Nova Iorque, Londres e Paris, assinando
seu verdadeiro nome.
                                   
                                                Tony Bennett    

   Tony começa a carreira cantando em restaurantes, como cantor-garçom, a
exemplo do imortal compositor Irving Berling. Quando incorporado às forças
armadas por ocasião da segunda guerra mundial (1939-1945), serve engajado em
uma unidade de entretenimento, cantando para as tropas estacionadas na Europa.
   Ao dar baixa, recomeça trabalhando em clubes noturnos até ser contratado pelo
Greenwich Village Inn como cantor e mestre de cerimônias da revista musical
estrelada por Pearl Bailey, usando o pseudônimo de Joe Bari. Em um desses
espetáculos estava presente o conhecido comediante Bob Hope que, ao ouvir o
jovem vocalista, gostou de sua voz personalíssima, convidando-o a participar de
seu show no Teatro Paramount na Broadway para em seguida excursionar por
todo o país, impulsionando sua carreira de forma definitiva. A parti daí, por
sugestão de Hope, muda o pseudônimo para Tony Bennett.
   Em 1950 entra para a gravadora Columbia Records, sob a orientação do
diretor musical Mitch Miller, gravando a partir daí seus primeiros albuns onde se
destacam os temas "Boulevard Of Broken Dreams", "Because Of You" e "Cold, Cold
Heart". Seguem-se outros 50 "hits" com a orquestra de Percy Faith que incluem
temas como "Rags To Riches", "Just In Time", "Stranger In Paradise" e "There´ll Be
No Teardrops Tonight".
   Daí em diante gravaria sem parar uma discografia de qualidade como o
long-playing de 1958 com a big band do pianista Count Basie - "Basie Swings -
Bennett Sings", o precursor de posteriores trabalhos feitos com bases fincadas no
jazz. Nessa mesma época grava temas da dupla de compositores Dorothy Leigh
e Cy Coleman, alcançando o topo na lista dos mais vendidos. Em 1962, o definitivo
empurrão para a fama, ao gravar o que viria a ser sua marca registrada e tema
obrigatório em todas as futuras apresentações públicas, "I Left My Heart In San
Francisco", marcando seu lançamento com um concerto no Carnegie Hall com
lotação esgotada.
   Esse espetáculo foi gravado na integra e lançado em um álbum duplo pelo
selo Columbia com o título "At The Carnegie Hall - Live With Orchestra - 1962".
   É desse período sua associação com o pianista e arranjador Ralph Sharon e
seu trio, com o cornet Bobby Hackett figurando com freqüência em seus shows.
   Da metade dos anos 60 em diante, lança regularmente albuns como "I Wanna
Be Around", "The Many Moods Of Tony", "The Movie Song Album" e mais quatro
com o compositor e maestro canadense Robert Fanon.
   No início dos ano 70, Tony deixa o selo Columbia, passando a gravar em várias
companhias, incluindo aí sua própria produtora.
   Tem a chance de trabalhar com músicos de jazz como o baterista e bandleader
Gene Krupa produzindo o L.P. "Meets Gene Krupa".
   Após aproximadamente 15 anos retorna ao selo Columbia (Sony Music) em
1986, com total liberdade para gravar o que bem entender.
   Imediantamente lança uma série de gravações com o título "The Art Of
Excellence" onde faz duetos com o pianista e cantor Ray Charles e uma
homenagem aos cem anos do compositor Irving Berling o "Bennett-Berling",
acompanhado pelo Ralph Sharon Trio.
   A década de 90 começa com Tony ganhando o cobiçado prêmio "Grammy"
como o melhor cantor americano de música popular tradicional, com o C.D.
produzido em 1992 "Perfectly Frank (Sony-Columbia), onde homenageia o
amigo Frank Sinatra, interpretando seus antigos sucessos. No ano de 1996
repete a dose com o C.D. "Here´s To The Ladies" (Sony-Columbia) de 1995.
Tony havia ganho o "MTV-Vídeo Award" em 1994 com o C.D. "Umplugged".
Sem dúvida, o reconhecimento merecido da crítica a esse cantor que chega aos
80 anos de idade em plena forma e cantando cada vez melhor. Um interprete
popular de estreito convívio com expoentes como Count Basie, Duke Ellington,
Woody Herman, Bill Evans e Dizzy Gillespie, gravando também para nossa
alegria, temas de compositores brasileiros como "Travessia" de Milton
Nascimento, "Insensatez" , "Samba Do Avião" ,"Onda" de Tom Jobim, "Minha"
de Francis Hime.
   Tony Bennett faz cerca de 200 apresentações a cada ano, na América e pelo
mundo. Nesses últimos 20 anos esteve diversas vezes no Brasil, onde tem uma
legião de admiradores.

 
                        Tony Bennett no "Chumash Casino Resort"