Henry Mancini aprendeu a tocar vários instrumentos musicais, entre eles piano,
quando ainda era criança. Na adolescência, foi fortemente atraido pelo jazz,
especialmente a música interpretada pelas big bands, chegando a escrever vários
arranjos instrumentais enviados ao bandleader Benny Goodman, de quem reebeu
elogios e encorajamento para continuar o trabalho. Em 1942, ingressa na
Juilliard School Of Music em New York City, interrompendo os estudos ao ser
convocado para o serviço militar, durante a segunda guerra mundial.

Henry Mancini
Terminando o conflito, é contratado como pianista e arranjador da
recém-formada The Glenn Miller Orchestra (1946), liderada pelo saxofonista Tex Beneke.
Ao se desligar da orquestra, começa a escrever arranjos para gravações em
estúdios e também para filmes. O primeiro trabalho em Hollywood foi feito para
a dupla de comediantes Budd Abbot e Lou Costello no filme - "Lost In Alaska"
(Perdidos No Alaska) de 1953. O grande interesse pela música das lendária
big bands o levou a escrever arranjos para os filmes biográficos "The Glenn Miller
Story" (Música e Lágrimas) de 1954 e "The Benny Goodman Story" (A Música
Irresistível de Benny Goodman) de 1956 e o clássico policial "Touch Of Evil"
(A Marca Da Maldade) de 1958, este tendo no elenco Orson Welles, Marlene
Dietrich, Charlton Heston, Janet Leigh e Akim Tamiroff.
Colaborações para as séries de televisão "Mister Lucky" e "Peter Gunn",
mostraram composições suas que, além da alta qualidade, tinham fortes
influências jazzísticas.
A partir daí, é cada vez mais requisitado para compor escores musicais em
Hollywood, aparecendo o belo "Moon River" na película "Breakfast At
Tiffany´s (Bonequinha de Luxo) de 1961 com Audrey Hepburn, Oscar de melhor
música e "Days Of Wine And Roses" (Vício Maldito) de 1962, com a canção
título ganhando outro Oscar. Mancini fez músicas para outros filmes; "Charade"
(1963), "Hatari" (1963), que inclui o tema "Baby Elephant Walk" (O Passo Do
Elefantinho) e "The Great Race (1965), entre outros.
O ano de 1964 foi particularmente glorioso para Mancini. O diretor Blake
Edwards o convida para escrever a trilha sonora do filme "Pink Panther"
(A Pantera Cor-de-Rosa), estrelado pelo ator inglês Peter Sellers, que
também levou o Oscar de melhor música e grande sucesso de bilheteria.
O pianista, arranjador e compositor Henry Mancini foi um vencedor; indicado
para dezoito Oscars, ganhou quatro. No disco, seu êxito ainda maior, ganhando
vinte prêmios Grammy.
Em 1962 no auge do sucesso, realiza o álbum intitulado "Combo!", lançado pela
produtora RCA, um disco de big band com interpretações de temas da era do
swing como "Moanin", "Castle Rock" e "Dream Of You", o que entre os
colecionadores constuma-se dizer "um fala cachorro", ou seja, "um discão".
Mancini, compositor de origem italiana, teve um predecessor em Hollywood
nos anos 30, o grande Harry Warren, cujo verdadeiro nome era Salvatore
Guaragna, autor de belos clássicos como "I Only Have Eyes For You" e
"Serenade In Blue", para citarmos apenas dois.
Outro trabalho de Mancini que foi muito premiado, sob direção também de
Blake Edwards, "Victor/Victoria", entre outras láureas, levou o Oscar de melhor
trilha sonora em 1982, estrelando Julie Andrews, esposa de Edwards.
Compondo, fazendo arranjos e dirigindo sua orquestra, Henry Mancini sempre
foi destaque. Um especialista em trilhas sonoras para o cinema, Enrico Mancini,
seu nome de batismo, nasceu a 16 de abril de 1924 em Cleveland-Ohio e faleceu
na cidade de Los Angeles-California, aos 70 anos de idade, a 14 de julho de 1994.
