Cantora das mais talentosas, Chris Connor, desempenho destacado no
rádio, televisão e clubes noturnos; gravando, no início da carreira solo, na
etiqueta Behtlehem. Vocalista de fortes raizes no jazz, até nossos dias em
atividade e muito solicitada para apresentações nos EE.UU., Europa e Japão.
Voz quente e sensual,
com brilhante trajetória de mais de quarenta e
cinco anos, onde se
sobressai a dramaticidade interpretativa, hábil
improvisação e balanço
irresistível; loira, com um metro e oitenta de altura
e linda figura de mulher.

Chris Connor
Chris nasceu em Kansas City-Missouri (EE.UU.) e na infância estudou
clarineta que deixou ao entrar para a Missouri University, onde começa a
cantar na banda estudantil liderada pelo trombonista Bobby Brookmeyer,
até 1949 quando vai tentar a sorte em New York City. A princípio para se
sustentar, trabalha como estenógrafa até ser contratada pela orquestra de
Claude Thornhill, fazendo parte do conjunto vocal The Snowflakes, onde
permanece três anos. Em 1952, agora como lady-crooner, canta na big
band do clarinetista Jerry Wald. Passado um ano, aparece a chance de
participar da orquestra de Stan Kenton, pianista de muito prestígio,
recomendada por June Christy, ex-vocalista da banda que a ouviu em um
programa de rádio e se impressionou com suas belas interpretações.
De janeiro a setembro de 1953, Chris trabalhou com Kenton, gravando
para o selo Capitol, que tinha Kenton sob contrato, temas até hoje
lembrados por seus admiradores como: "All About Ronnie", "Nobody Knows
The Trouble I´ve Seen", "Jeepers Creepers", "And The Bull Walked Around,
Okay" e "If I Should Lose You". Sua saida deu-se por estafa, em virtude das
constantes viagens da banda em "tournées" pelo país, pouco antes de
Kenton, com sua orquestra, partir para a Europa onde faria brilhante
temporada. Em seu lugar foi a antiga lady-crooner June Christy.
Depois de um período de descanço, vai para a carreira como cantora
solo, assinando contrato com a casa de espetáculos Birdland, a Mecca do
jazz em Nova Iorque nos anos cinquenta. Entre 1954 e 1962, grava nas
etiquetas Bethlehem (três álbuns), Atlantic (doze álbuns) e FM Records
(dois álbuns), muito bem acompanhada por arranjos e orquestras dos
maestros Sy Oliver, Ralph Burns, Ray Ellis, Maynard Ferguson (que
trabalhou com ela na big band de Stan Kenton), Don Sebesky e Jimmy
Jones. Chris também gravou com o trio do pianista Ellis Larkins, o conjunto
musical de Ralph Sharon e o quarteto de Vinnie Burker; enfim o que de
melhor havia em matéria de músicos da época, aparecendo long-playings
como: Chris Connor The George Gershwin Almanac Of Song, Chris Connor
And Maynard Ferguson - Double Exposure, A Jazz Date With Chris Connor,
Portrait Of Chris e outros mais. Memoráveis gravações onde sua voz emerge
cheia de vida e calor, com interpretações emocionais e inesquecíveis,
nivelando-se a duas outras excepcionais interpretes, Anita O´Day e June
Christy que, coincidentemente, foram vocalistas da big band de Stan Kenton.
Três cantoras com timbre de voz extremamente semelhante, total ausência
de vibrato e nascidas no meio-oeste dos EE.UU; Chris e Anita no Missouri,
June em Illinois.
Por todos os anos sessenta, setenta e oitenta, Chris Connor continuou a
cantar em clubes noturnos, gravando em diferentes etiquetas nos EE.UU. e
também no Japão. Em 1981, mais precisamente no mês de setembro, suas
perfomances no Sweet Basin em Manhattan transformaram-se em
magníficos compact disc intitulado "Lover Come Back To Me", que seus
admiradores podem encontrar nas boas casas do ramo, lançado pelo selo
Evidence nº 22.110 - ECD.